Quero catar toda poesia que jogastes ao chão.
Vou rolar na esteira neste verão
e voltar
para certificar
que o amor ainda esta no ar.
Não vou chorar
nem ficar com dó de mim.
Ao contrário
quero ficar na viagem do teu corpo
e lamber todas formigas
que andam no teu braço
doce e corrosivas.
Essa casa, esse AMAZONAS na fartura de Surubim,
Pacu, Pirarucu , Jaraqui e Cupuaçu
me levam de volta pra mim.
Versos e edem tropical
sempre deixam o sinal
de que a vida é linda e sofrida,
mas bela e quente
cheia de ternura e desgraça,
mas muito, muito cheia também de graça.
Para meus alunos da UFAM


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